Exercício como cura.
Quando já se tem cancro, a palavra de ordem é o movimento.
Até há pouco tempo, o exercício físico era visto sobretudo como algo que os doentes oncológicos podiam fazer para melhorar a sua qualidade de vida durante e após o tratamento. Entretanto, chegou-se à conclusão de que o exercício físico aumenta tanto a probabilidade de sobrevivência que deveria passar a ser parte integrante de qualquer tratamento oncológico.
O exercício físico inibe o crescimento dos tumores existentes, potencia o efeito das terapias convencional contra o cancro, reduz os efeitos secundários de todas as formas de tratamento, melhora o prognóstico dos doentes oncológicos, diminui a probabilidade de recorrência da doença, reduz o risco de morte por cancro e melhora a qualidade de vida durante e após o tratamento. (Hojman P, 2018; Idorn M, 2017; Ashcraft KA, 2019).
Referências
- Hojman P, Gehl J, Christensen JF, et al. Molecular Mechanisms Linking Exercise to Cancer Prevention and Treatment. Cell Metab. 2018 Jan 9;27(1):10-21. doi: 10.1016/j.cmet.2017.09.015. Epub 2017 Oct 19. PMID: 29056514.
- Idorn M, Thor Straten P. Exercise and cancer: from “healthy” to “therapeutic”? Cancer Immunol Immunother. 2017 May;66(5):667-671. doi: 10.1007/s00262-017-1985-z. Epub 2017 Mar 21. PMID: 28324125; PMCID: PMC5406418.
- Ashcraft KA, Warner AB, Jones LW, Dewhirst MW. Exercise as Adjunct Therapy in Cancer. Semin Radiat Oncol. 2019 Jan;29(1):16-24. doi: 10.1016/j.semradonc.2018.10.001. PMID: 30573180; PMCID: PMC6656408.